quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Shutter Island

Acabo de ler "Shutter Island", o mais recente livro do Dennis Lehane, que também é o autor de "A Given Day" e "Mystic River" ("Sobre Meninos e Lobos"), entre outros livros.

"Sobre Meninos e Lobos" virou filme sob a direção do Clint Eastwood. Oscar de melhor ator para Sean Penn e de melhor coadjuvante para Tim Robbins, além de indicado a melhor filme, melhor diretor, melhor atriz coadjuvante (Marcia Gay Harden) e melhor roteiro adaptado. Um filmaço.

"Shutter Island" também virou filme, sob a direção de Martin Scorcese, com Leonardo di Caprio, Mark Ruffalo e Ben Kingsley. Estreia no Brasil em 12 de março com o título "Ilha do Medo". Será, certamente, também um filmaço.



Voltemos ao livro. "Shutter Island" foi lançado no Brasil com o título "Paciente 67".
Além de muito bem escrito, é daqueles livros cujo final surpreende e torna o livro inesquecível.



Meu conselho: NÃO DEIXE DE LER ANTES DE VER O FILME. VÁ CORRENDO COMPRAR O LIVRO E DEVORE-O ANTES DA ESTREIA DO FILME.

6 comentários:

  1. Dennis Lehane é gênio, tudo o que ele publica eu compro. Ainda mais que sai pela Cia. das Letras e torna minha coleção mais bonita (TOC). E o bom é que descobriram que os livros dele podem virar filmes. Andei lendo que Ilha do Medo é médio, e não supera Mystic River, mas é lógico que deve ser visto (Scorcese merece.

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  2. Scorcese merece todo o respeito, mas superar o Clint é dureza.

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  3. Esse livro não é recente. Foi publicado no começo deste século. Foi traduzido para diversas línguas, inclusive para o francês. Já tinha ouvido falar nele (sou um aficionado e devorador de romances policiais, espionagem, ação, ficção científica etc., sobretudo os ingleses que dão de dez a zero nos americanos – leio dois ou três por semana), mas não li o Shutter Island, pois nunca vi nos meus sebos habituais (tenho mais de dez que visito regularmente). Por isso não fiquei sabendo quem são os "gêmeos da angústia" nem quem é o "67".
    Dennis Lehane é um bostoniano. Todos seus romances se passam nessa cidade chata e sombria, com a exceção do "Shutter".
    Li o Mystic River, mas não sei se gostei não. É muito violento, se bem me lembro. Aliás, os autores americanos têm a mania de envolver crianças nos livros que escrevem. Sempre tem uma criança ameaçada, ou seqüestrada ou assassinada... Para mim é uma espécie de sensacionalismo mórbido. Outro ingrediente são os drinques. Não há página em que alguém não convide ou ofereça drinques a outra pessoa. É a primeira coisa que fazem ao chegar em casa, antes mesmo de ir ao banheiro. Mas enfim...
    Gosto de sebos porque evita ter de montar uma biblioteca em casa com livros que você não lerá provavelmente nunca mais. Não tenho mais onde colocar todos os meus policiais. São pilhas e pilhas. A cada vez que acho que consegui um lugarzinho, Lêda me dá um prazo improrrogável e irrevogável para retirar tudo. O único"waiver" que consegui foi colocar duas ou três pilhas na minha mesa de cabeceira (afinal de contas tenho que ter algum santuário). – como dizem os franceses "chasse gardée".
    No sebo você traz 5 livros e troca por dois. Um dos problemas é a fauna que por lá vegeta, outro é que você tem de esperar aparecer o livro que você quer. Mas um dia ele chega.
    Ou então existem bons amigos que emprestam...
    Quanto ao filme, vamos ver.

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  4. Patrick, o livro é recentíssimo - e novo. Eu tenho. Está à disposição do amigo.

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  5. Patrick:
    Não tenho a mesma opinião sobre Mystic River, mas o que interessa aqui é Shutter Island.
    O livro não é assim tão antigo, foi sim publicado no início deste século, mas isto foi em 2003.
    E é um thriller excelente, de tirar o folêgo.
    E não tem crianças nem, por incrível que pareça, drinques.
    P.S.: A Shutter Island fica em frente a Boston.

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  6. Fernando, Patrick está certo na questão da publicação, a edição que tenho da Cia. das Letras é de 2003.
    Quanto a Mystic River, discordo dele, a obsessão dos americanos por crianças é uma questão que me desperta curiosidade (mórbida talvez)e os drinques não me incomodam, aliás, nem tinha percebido que eram tantos assim.
    O livro do Lehane, que emprestei à Lucia, "Sagrado" também é bom. Melhor que Paciente 67, na minha opinião.

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