segunda-feira, 1 de março de 2010

Festival Godard


Tá rolando um festival de filmes do Godard no Rio de Janeiro.

Quê qué isso?

Então ainda tem alguém fingindo que gosta dos filmes do Godard?

Isto é coisa dos anos 60, quando eu mesmo tinha que fingir que gostava dos filmes do cara pra não ser execrado como um burro.

Já passou - felizmente. Todo mundo sabe - aliás, todo mundo sempre soube, mas não podia dizer - que os filmes do Godard são uma porcaria.

Mico Leão


Chega de frescura!

Vamos acabar com esta história de mico leão dourado prá lá, mico leão dourado pra cá!

Tem até uma Fundação do Mico Leão Dourado com website e tudo!

Deve ser desse mesmo pessoal do Viva Rio, que desfila de branco pelo calçadão da praia de Ipanema pedindo paz e depois vai tomar chope, com a consciência tranquila por ter cumprido seu dever cívico.

Falando sério: o mico leão não serve pra nada, não faz diferença nenhuma, se for extinto ou não nada vai mudar. Não serve nem pra churrasco.

Vamos cuidar de coisa séria - senão a orca te pega e te come.

Novo Presidente do Uruguai


Podem me acusar de preconceituoso - e eu não ligo, sou mesmo -, mas este novo presidente do Uruguai, ex-tupamaro, tomando posse SEM GRAVATA, não vai dar em boa coisa.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Frases

Sobre crise, do Warren Buffett:
"É quando a maré baixa que a gente percebe quem estava nadando nu."

Ainda sobre crise, mais antiga, do Einstein:
"Nos momentos de crise, somente a imaginação é mais importante do que o conhecimento."

E, falando de imaginação, do Ram Charan:
"Imaginação sem execução é alucinação."

sábado, 20 de fevereiro de 2010

El Secreto de sus Ojos


Vi El Secreto de sus Ojos, filme argentino com o grande Ricardo Darín.

Concorre ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Dos outros concorrentes, assisti ao alemão A Fita Branca (que é uma porcaria, como já comentei aqui) e não vi os outros três.

Mas, mesmo sem ver, posso afirmar: El Secreto de sus Ojos merece ganhar.

É um FILMAÇO e, apesar de o nome não indicar, um thriller policial sensacional.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Assassino à Solta

Em 7 de fevereiro de 2007, cinco bandidos mataram o menino João Hélio, arrastando-o, preso ao cinto de segurança e para fora de um carro que haviam roubado. Quatro dos bandidos foram presos e condenados. Todos lembramos do fato.

Agora, em 10 de fevereiro de 2010, três anos e três dias após o crime, um dos bandidos, Ezequiel Toledo de Lima, que à época era menor (tinha 16 anos, hoje já é maior) e é irmão de outro dos assassinos, foi solto porque o Estatuto da Criança e do Adolescente determina três anos como tempo máximo de internação para cumprir a medida "socioeducativa" a que o bandido havia sido condenado.

E a ONG Projeto Legal, por seu coordenador, o advogado Carlos Nicodemos, pediu que este bandido seja incluído no PPCam - Programa de Proteção à Criança Ameaçada de Morte. Isto porque teria sofrido ameaças de morte durante o período em que cumpriu a medida "socioeducativa".

Curiosamente, neste período, ele e outros tentaram matar por asfixia um agente de disciplina (em 16 de fevereiro de 2008), participou (no dia seguinte) da organização de um motim para tentar fugir e novamente tentou fugir em agosto de 2008.

A Secretaria Nacional de Direitos Humanos informou que este bandido já foi retirado do Rio de Janeiro. Cogita-se da hipótese de que ele seja retirado do País.

Sem comentários.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

A Fita Branca


Apesar de ser filme alemão, fui ver "A Fita Branca". Afinal, concorre aos Oscars de melhor filme estrangeiro e melhor fotografia e o último filme alemão que eu me lembro de ter visto (de vez em quando, cometo estes deslizes) foi "A Vida Dos Outros", que ganhou o Oscar e é ótimo.

Já "A Fita Branca" é uma grande porcaria (grande em todos os sentidos, são duas horas e meia de sofrimento). A fotografia, apesar de estar concorrendo ao Oscar, é horrível, não por o filme ser em preto e branco, mas porque é escura demais (maneirismo para trouxas) e ruim mesmo. E a edição é barbaramente ruim, parece filme "de autor" da década de 60 - autor sem grana, é claro.

Evidentemente, os boçais intelectualóides vão adorar e elogiar. Alguns já disseram que se trata de uma explicação da origem histórica do nazismo e do holocausto. Besteira de barbudinho de camiseta desbotada, sandália de couro (e´pé sujo) e bolsa de crochê, puro gênero para parecer intelectual.

O filme é chatíssimo e péssimo.

Shutter Island

Acabo de ler "Shutter Island", o mais recente livro do Dennis Lehane, que também é o autor de "A Given Day" e "Mystic River" ("Sobre Meninos e Lobos"), entre outros livros.

"Sobre Meninos e Lobos" virou filme sob a direção do Clint Eastwood. Oscar de melhor ator para Sean Penn e de melhor coadjuvante para Tim Robbins, além de indicado a melhor filme, melhor diretor, melhor atriz coadjuvante (Marcia Gay Harden) e melhor roteiro adaptado. Um filmaço.

"Shutter Island" também virou filme, sob a direção de Martin Scorcese, com Leonardo di Caprio, Mark Ruffalo e Ben Kingsley. Estreia no Brasil em 12 de março com o título "Ilha do Medo". Será, certamente, também um filmaço.



Voltemos ao livro. "Shutter Island" foi lançado no Brasil com o título "Paciente 67".
Além de muito bem escrito, é daqueles livros cujo final surpreende e torna o livro inesquecível.



Meu conselho: NÃO DEIXE DE LER ANTES DE VER O FILME. VÁ CORRENDO COMPRAR O LIVRO E DEVORE-O ANTES DA ESTREIA DO FILME.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A Serious Man


Vi, em DVD, A Serious Man, o mais recente fime dos irmãos Coen.

Concorre a três Oscars: melhor filme, ator (Colin Firth) e roteiro original. Não vai ganhar nada: é uma porcaria chatíssima.

Fuja quando for lançado no Brasil, não perca seu tempo nem gaste seu dinheiro.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nine

Fui ver Nine.





Sendo uma homenagem ao cinema italiano dos anos 60 e inspirado no Fellini 8 1/2, só podia dar no que deu: saí antes de terminar.

Nem pra ver a Penélope Cruz (nas imagens, no filme e na capa do CD com a trilha sonora do filme) vale a pena.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Precious


Acabo de assistir a Precious: Based on the Novel Push by Sapphire.

O filme está concorrendo a seis Oscars: melhor filme, melhor diretor, melhor atriz, melhor atriz coadjuvante, melhor roteiro adaptado e edição.

O Oscar de atriz coadjuvante para Mo’Nique, que interpreta o papel de mãe da Precious, parece barbada: Mo’Nique já ganhou o Globo de Ouro e o prêmio da Screen Actors Guild.

Apesar de estar concorrendo com favoritos como Avatar e The Hurt Locker, PRECIOUS MERECIA GANHAR O OSCAR DE MELHOR FILME.

O FILME É EXTRAORDINÁRIO!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Sherlock Holmes

Relutei muito, acabei indo ver hoje.

É muito pior do que eu pensava. É chatíssimo, bobo, debilóide, idiota, patético etc. Em resumo, insuportável.

E a figura do Sherlock chega à heresia: sujo, desarrumado, cabelo desgrenhado, barba por fazer, bom de porrada, um Duro de Matar londrino. Que distãncia do personagem do Conan Doyle. Comparem as imagens dos dois, o "verdadeiro" e o do filme.





Fazer um Sherlock assim é como fazer um filme do James Bond em que 007 fosse gay. Lamentável sob todos os aspectos (aliás, uma ressalva: som e desenho de produção são bons, mas não salvam o filme da qualificação de grande porcaria).

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O homem que enganou Perón

No final dos anos 40, a Argentina havia se tornado o refúgio predileto de ex-colaboradores do regime nazista. Juan Domingo Perón era o presidente.

Um destes ex-colaboradores, Kurt Tank, foi o responsável pelo desenvolvimento do primeiro avião caça a ser construído na América do Sul, na Argentina por supuesto.

Tank apresentou o austríaco Ronald Richter a Perón em agosto de 1948. E Perón encarregou Richter de desenvolver o programa nuclear argentino.

Richter instalou sua “planta nuclear” numa ilha de um lago em Bariloche.

Em 24 de março de 1951, o governo argentino divulgou o seguinte comunicado oficial:
“El 16 de febrero de 1951, en la planta piloto de energia atómica em la isla Huemul, de San Carlos de Bariloche, se llevaron a cabo reacciones termonucleares bajo condiciones de control en escala técnica”.

O anúncio teve repercussão internacional, saiu até no New York Times. A Argentina estava a caminho da bomba atômica – e estamos falando de 1951.

Richter adquiriu um prestígio extraordinário diante de Perón. Um decreto presidencial dava-lhe poder absoluto sobre sua ilha em Bariloche e o direito de negar a entrada de qualquer pessoa, exceto Perón.

Uma fortuna foi gasta, Richter tinha também poder absoluto para investir no que quisesse e quanto quisesse, sem ter de dar maiores explicações.

O projeto foi interrompido em setembro de 1952, depois que uma comissão de “científicos” (que é assim que a palavra “cientista” se traduz em espanhol) constatou que tudo não passara de uma fraude.

Richter ainda ficou na Argentina até fevereiro de 1953.


Tudo isto está maravilhosamente retratado na ficção histórica “El Hombre que Engañó a Perón”, do autor argentino Daniel Sorín. Infelizmente, não há tradução para o português.

Na capa do livro, reproduzida aqui, uma foto de Ronald Richter.

Pessoal, vamos estatizar

O informativo diário Teletime News publicou hoje a notícia que transcrevo abaixo.

O Governo Federal pretende "revitalizar" a Telebrás (que, apesar da privatização em 1998, nunca foi extinta) para cuidar do "Plano Nacional de Banda Larga".

Curiosamente, pelos planos do Governo, a Telebrás não estaria vinculada ao Ministério das Comunicações, mas à Casa Civil.

Na verdade, não é assim tão curioso: a Casa Civil é o ninho dos "órfãos das telecomunicações estatais" e de outros "cérebros estatizantes", um pessoal que nunca se conformou com a privatização da Telebrás e que, se pudesse, estatizava tudo, até a produção nacional de pizzas, talvez permitindo que sua comercialização pudesse ser explorada mediante concessões.

Além disso, a estatização tem um benefício colateral: cria um monte de empregos, onde os salários são altos e o trabalho é pouco (até porque tem de ser dividido entre um monte de gente) - além de outras vantagens que todos nós conhecemos bem.

Segue a transcrição da notícia:

"Decreto de criação do plano de banda larga revitaliza Telebrás como gerente de redes
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010, 18h03

Nem bem 2010 começou e o trabalho do governo para criar um Plano Nacional de Banda Larga já resultou em uma minuta de decreto para o ponta-pé inicial do projeto. O documento preliminar vem passando por ajustes desde dezembro de 2009, mas já conta com alguns pontos definidos, segundo fontes que conhecem o texto. O principal aspecto já definido no plano é que a Telebrás é de fato a estatal escolhida para gerenciar o projeto, como já vinha sendo colocado. Fontes que conhecem o documento confirmam que a empresa é citada nominalmente na minuta de decreto, tendo como função o gerenciamento das redes das elétricas que serão usadas para a composição da infraestrutura pública de banda larga, infraestrutura pela qual o plano será posto em prática.

Por ora, ainda não há uma confirmação se todas as fibras das elétricas terão sua gestão transferida para a Telebrás de uma só vez. Há apenas a certeza de que a maior parte dessas redes será de fato controlada pela estatal de telecomunicações, que passará por uma grande mudança de perfil quando o plano for iniciado. Uma das novidades é que a nova Telebrás não será mais um órgão atrelado ao Ministério das Comunicações, como ocorreu no passado, quando a estatal era responsável pela prestação de serviços de telecom no País.

A proposta é que a empresa seja ligada diretamente à Casa Civil. Para isso, a minuta de decreto prevê até agora a criação de cinco cargos comissionados que serão a base de um "grupo coordenador" do plano de banda larga. Esse grupo será da Casa Civil e seus membros ainda não foram definidos."

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Não vi e detestei


Novo filme iraniano na praça: Procurando Elly.

Bonequinho de O Globo aplaudindo de pé, crítica comparando a um filme do Antonioni.

Cruz Credo! Vade Retro! Preciso checar direitinho em que cinemas está passando pra não passar nem na calçada em frente.