O informativo diário Teletime News publicou hoje a notícia que transcrevo abaixo.
O Governo Federal pretende "revitalizar" a Telebrás (que, apesar da privatização em 1998, nunca foi extinta) para cuidar do "Plano Nacional de Banda Larga".
Curiosamente, pelos planos do Governo, a Telebrás não estaria vinculada ao Ministério das Comunicações, mas à Casa Civil.
Na verdade, não é assim tão curioso: a Casa Civil é o ninho dos "órfãos das telecomunicações estatais" e de outros "cérebros estatizantes", um pessoal que nunca se conformou com a privatização da Telebrás e que, se pudesse, estatizava tudo, até a produção nacional de pizzas, talvez permitindo que sua comercialização pudesse ser explorada mediante concessões.
Além disso, a estatização tem um benefício colateral: cria um monte de empregos, onde os salários são altos e o trabalho é pouco (até porque tem de ser dividido entre um monte de gente) - além de outras vantagens que todos nós conhecemos bem.
Segue a transcrição da notícia:
"Decreto de criação do plano de banda larga revitaliza Telebrás como gerente de redes
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010, 18h03
Nem bem 2010 começou e o trabalho do governo para criar um Plano Nacional de Banda Larga já resultou em uma minuta de decreto para o ponta-pé inicial do projeto. O documento preliminar vem passando por ajustes desde dezembro de 2009, mas já conta com alguns pontos definidos, segundo fontes que conhecem o texto. O principal aspecto já definido no plano é que a Telebrás é de fato a estatal escolhida para gerenciar o projeto, como já vinha sendo colocado. Fontes que conhecem o documento confirmam que a empresa é citada nominalmente na minuta de decreto, tendo como função o gerenciamento das redes das elétricas que serão usadas para a composição da infraestrutura pública de banda larga, infraestrutura pela qual o plano será posto em prática.
Por ora, ainda não há uma confirmação se todas as fibras das elétricas terão sua gestão transferida para a Telebrás de uma só vez. Há apenas a certeza de que a maior parte dessas redes será de fato controlada pela estatal de telecomunicações, que passará por uma grande mudança de perfil quando o plano for iniciado. Uma das novidades é que a nova Telebrás não será mais um órgão atrelado ao Ministério das Comunicações, como ocorreu no passado, quando a estatal era responsável pela prestação de serviços de telecom no País.
A proposta é que a empresa seja ligada diretamente à Casa Civil. Para isso, a minuta de decreto prevê até agora a criação de cinco cargos comissionados que serão a base de um "grupo coordenador" do plano de banda larga. Esse grupo será da Casa Civil e seus membros ainda não foram definidos."