segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Pessoal, vamos estatizar

O informativo diário Teletime News publicou hoje a notícia que transcrevo abaixo.

O Governo Federal pretende "revitalizar" a Telebrás (que, apesar da privatização em 1998, nunca foi extinta) para cuidar do "Plano Nacional de Banda Larga".

Curiosamente, pelos planos do Governo, a Telebrás não estaria vinculada ao Ministério das Comunicações, mas à Casa Civil.

Na verdade, não é assim tão curioso: a Casa Civil é o ninho dos "órfãos das telecomunicações estatais" e de outros "cérebros estatizantes", um pessoal que nunca se conformou com a privatização da Telebrás e que, se pudesse, estatizava tudo, até a produção nacional de pizzas, talvez permitindo que sua comercialização pudesse ser explorada mediante concessões.

Além disso, a estatização tem um benefício colateral: cria um monte de empregos, onde os salários são altos e o trabalho é pouco (até porque tem de ser dividido entre um monte de gente) - além de outras vantagens que todos nós conhecemos bem.

Segue a transcrição da notícia:

"Decreto de criação do plano de banda larga revitaliza Telebrás como gerente de redes
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010, 18h03

Nem bem 2010 começou e o trabalho do governo para criar um Plano Nacional de Banda Larga já resultou em uma minuta de decreto para o ponta-pé inicial do projeto. O documento preliminar vem passando por ajustes desde dezembro de 2009, mas já conta com alguns pontos definidos, segundo fontes que conhecem o texto. O principal aspecto já definido no plano é que a Telebrás é de fato a estatal escolhida para gerenciar o projeto, como já vinha sendo colocado. Fontes que conhecem o documento confirmam que a empresa é citada nominalmente na minuta de decreto, tendo como função o gerenciamento das redes das elétricas que serão usadas para a composição da infraestrutura pública de banda larga, infraestrutura pela qual o plano será posto em prática.

Por ora, ainda não há uma confirmação se todas as fibras das elétricas terão sua gestão transferida para a Telebrás de uma só vez. Há apenas a certeza de que a maior parte dessas redes será de fato controlada pela estatal de telecomunicações, que passará por uma grande mudança de perfil quando o plano for iniciado. Uma das novidades é que a nova Telebrás não será mais um órgão atrelado ao Ministério das Comunicações, como ocorreu no passado, quando a estatal era responsável pela prestação de serviços de telecom no País.

A proposta é que a empresa seja ligada diretamente à Casa Civil. Para isso, a minuta de decreto prevê até agora a criação de cinco cargos comissionados que serão a base de um "grupo coordenador" do plano de banda larga. Esse grupo será da Casa Civil e seus membros ainda não foram definidos."

3 comentários:

  1. É Prefiível criar um monte de empregos, onde os salários são altos e o trabalho é pouco, mas são para brasileiros, do que pagar tarifas absurdas para regalia de espanhois etc. e ainda ter o serviço de péssima qualidade que temos.

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  2. Finalmente alguma coisa deve estar sendo bolada para melhorar a péssima qualidade do serviço atualmente oferecido.
    Se é estatal ou não, não importa...Tem é que melhorar URGENTE e com preços melhores!

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  3. Prezados Anônimo e Lucas:
    Antes da privatização da Telebrás, um telefone custava de mil a três mil dólares e demorava, às vezes, até três anos para ser instalado; em 1998, quando a Telebrás foi privatizada, a média brasileira era de 14 telefones por 100 habitantes e, hoje,já passou dos 100 telefones por 100 habitantes; a infraestutura de telecomunicações brasileira cresceu 800% desde a privatização em 1998, mercê de um investimento que superou R$180 bilhões no período.
    E o serviço atualmente prestado não é, em absoluto, ruim. Na verdade, os serviços de telecomunicações no Brasil têm qualidade de padrão internacional.
    Quanto aos preços, a par do comentário que já fiz a respeito de quanto custava um telefone antes da privatização, talvez vocês não saibam, mas os impostos cobrados pelos serviços de telecomunicações no Brasil estão entre os mais altos do mundo, elevando em mais de 50% os preços cobrados dos usuários.
    Finalmente, e aqui dirijo-me especificamente ao Anônimo, nunca será preferível criar empregos com salários altos e pouco trabalho, sejam estes empregos para brasileiros ou não brasileiros. É este tipo de postura que faz com que os serviços públicos sejam uma porcaria e seu custo seja maior a cada ano que passa, qualquer que seja o governo.
    Fernando

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