quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Desde el Paraguay

Eu nunca havia ouvido falar do Ejército del Pueblo Paraguayo (EPP) e continuaria sem saber nada a respeito se não tivesse ido a Asunción esta semana.
É que o assunto no Paraguai era o seqüestro do pecuarista Fidel Zavala pelo EPP. Na terça 27/10, Fidel já estava seqüestrado há doze dias.
Há um movimento nacional pela libertação de Fidel, que, entre outras formas de se manifestar, pede que se amarrem panos brancos nos carros – são muitos os carros em Asunción que ostentam este pano branco.
O EPP é formado por ex-integrantes do Partido Patria Libre e, pelo que se sabe, é um grupo novo (teria sido criado em março de 2008) e pequeno (cerca de 15 integrantes), que tem por objetivo derrubar o governo do Paraguai e instituir um governo marxista-leninista – uma espécie de mini FARC.
O seqüestro de Fidel não é o primeiro seqüestro de natureza política no Paraguai.
Dos seqüestros havidos no passado, todos realizados por militantes do Patria Libre, o que teve maior repercussão foi o de Cecilia Cubas, filha do ex-presidente Raúl Cubas Grau, que foi seqüestrada e assassinada.
Em outro seqüestro, o de Maria Edith Bordón de Debemardi, que foi libertada após pagamento de resgate, os supostos seqüestradores obtiveram asilo político no Brasil.
A primeira ação atribuída ao EPP ocorreu em março de 2008: o EPP queimou máquinas agrícolas numa fazenda de soja com mais de 20.000 hectares, pertencente a um brasileiro. Lembra alguma coisa?

2 comentários:

  1. Esta America Latrina está indo de Mao a Piao. Viva o Brasil! - por enquanto.

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  2. Não dá para entender...
    O Paraguai elegeu um presidente da linha chavista, tipo Evo Morales, Cristina Kirchner e Joaquim Correa, então o que essas Farc's paraguais querem? Tem que meter chumbo grosso nesses canalhas, sequestrador bom é sequestrador morto!

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